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FINANCEIRO



22/10/2009 - 17:10

OS PLANOS DA PROGRESS SOFTWARE CORPORATION NO BRASIL


 

Rick Reidy e Luiz Cláudio Menezes: O Brasil é muito importante para a Progress


Fatia na receita mundial será de 10%

País passou a ser um dos principais focos da operadora de tecnologia e serviços

Com o objetivo aumentar para 10% a participação do Brasil no faturamento mundial, atualmente na faixa de 3% a 4%, executivos da Progress Software Corporation estiveram reunidos na Progress Software Exchange, em São Paulo, para discutir os planos que trarão para o país. Isso porque, o Brasil passou a ser um dos principais focos da operadora de tecnologia e serviços para desenvolvimento, implementação, integração e administração de aplicações de e-Business.

"O Brasil é muito importante para a Progress", declarou o presidente da companhia, Rick Reidy, confirmando os dados que afirmam que o país é um dos mercados que mais cresce em sua receita, respondendo por 55% a 60% dos ganhos da Progress na América Latina. "Ainda não estamos lá, mas estamos quase chegando a este objetivo", observou.



Primeiro mundo



"O Brasil é um país de primeiro mundo, está crescendo e vai continuar a crescer", endossa o executivo responsável pelas operações na América Latina, Carlos Atehortúa. A região é a que apresenta crescimento mais rápido dos negócios nos últimos anos.

Na sua opinião, o bom momento não se restringe a economia: o Brasil vive uma fase privilegiada em termos de imagem (ser sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, conforme exemplificou); recursos naturais como petróleo; crescimento econômico doméstico e expansão da classe média, além da modernização de empresas.



Cenário positivo



Por considerar cenário tão positivo, que o leva a dizer que "isso é o que chamamos de progresso", Atehortúa tem motivos para acreditar que nos últimos cinco anos, a subsidiária da Progress no Brasil vem registrando maior crescimento do grupo. O auge foi no período 2006-2007, quando deu um salto de 45%; entre 2007 e o 2008, o crescimento foi de 28%. Ele também citou a importância de México e Argentina para o crescimento do grupo, cada país com um grupo de cerca de 6 mil/8 mil clientes (correspondente a 7% a 8% da receita na AL).

O presidente das operações da Progress no Brasil, Luiz Cláudio Menezes, afirmou que o principal objetivo da empresa é crescer e fortalecer a marca e posicionar-se no mercado. "Competir para crescer, continuar ágil, investir na integração, infra-estrutura e no crescimento orgânico por meio de produtos novos", ressaltou. A empresa, que completou 28 anos, é bastante conhecida por seus produtos nos Estados Unidos, porém ainda é vista como uma "estranha" pelos países estrangeiros.



Tempo real



Ainda de acordo com Luiz Cláudio, os softwares em tempo real serão fundamentais nesta estratégia, pois "atualmente, a velocidade se tornou essencial para tomar decisões, e esta área é uma das que mais tem potencial de crescimento". A Progress espera ter lucro líquido na casa de dois dígitos (o balanço da empresa será divulgado no dia 30 de novembro).

O cenário atípico provocado pela crise financeira, considerada por Reidy "a pior que já viu em sua carreira", fez com que a Progress no Brasil postergasse alguns investimentos (no setor automobilístico, por exemplo) e desistisse de outros, principalmente em outubro e novembro do ano passado.

No entanto, Luiz Cláudio afirmou que a maioria desses projetos está sendo desenvolvida. Entre os efeitos da crise. a variação cambial causou maior impacto negativo nos resultados da operadora, fazendo com que perdesse 10% de sua receita.



Mercado de energia



E o próximo alvo da operadora será o mercado de energias. O modelo nacional, segundo Reidy, é semelhante ao norte-americano o mesmo ocorrendo com o mercado de logística. O executivo norte-americano limitou a dizer que aquisições no país também estão nos planos da Progress.

O atual caixa da companhia é de US$ 150/180 milhões, parte deste montante em títulos. Junto com US$ 150 milhões que podem ser levantados em linha de crédito e os US$ 80/100 milhões que são faturados no ano, a Progress poderá levantar até US$ 500 milhões em 2010.



 

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