22/07/2009 - 21:07
A AmBev divulgou nota comentando a multa de R$ 352,7 milhões imposta pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) à companhia pela execução do programa de fidelização de bares e restaurante Tô Contigo, considerado uma prática anticoncorrencial pelo órgão. Em nota, a empresa afirma que não teve acesso ao inteiro teor da decisão do Cade e que aguardará as informações para "avaliar as medidas cabíveis".
Também no texto, a empresa diz que "recebeu com surpresa" a decisão do órgão antitruste, já que, durante a investigação, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) concluiu que o programa deveria sofrer alguns ajustes para não gerar efeitos concorrenciais. Esses ajustes, segundo a companhia, "já se encontram substancialmente incorporados ao programa na sua configuração atual.
A AmBev lembra ainda que a SDE não recomendou aplicação de multa à fabricante. Para a AmBev, o programa Tô Contigo se assemelha a programas de milhagem de companhias aéreas e não é baseado em exigência de exclusividade. "Mesmo que fosse, o programa alcança um número limitado de pontos de venda, não resultando em fechamento de mercado", entende a empresa. Por meio do programa, a AmBev oferecia prêmios para os bares e restaurantes que vendessem mais cervejas de suas marcas. Na avaliação do Cade, tal prática induzia os pontos de venda a manterem exclusividade ou redução de compras de marcas concorrentes.
O processo foi aberto depois de denúncia da Schincariol. De acordo com a empresa, os programas da AmBev reduziram a participação de mercado das cervejas Nova Schin e Kaiser em 20% cada, elevando a participação das marcas da Ambev em 8,5%, tendo a Antarctica aumentado sua participação em 56,37%.
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