09/07/2009 - 17:07

O presidente da Aneel, Nelson Hubner, em reunião para definir reajustes de diversas concessionárias de energia elétrica (Foto: Elza Fiúza/ABr)
Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Nelson Hubner, o órgão estuda mecanismos para minimizar o forte impacto para o consumidor do reajuste anual das tarifas de energia elétrica.
Para ele, uma das estratégias discutidas é o fim dos reajustes anualizados para novas contratações de energia.
Mas de acordo com Hubner, o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, que será realizado este ano, já poderia incluir uma regra estabelecendo que o reajuste de energia se desse apenas na época das revisões tarifárias das distribuidoras, que acontece de quatro em quatro anos.
- Não posso modificar o que já está contratado. Mas temos um monte de usinas já amortizadas. Na hora de vender essas usinas, podemos colocar umas regras do tipo: "não vai mais ter reajuste anual". Assim, se diminuiu o impacto sobre os reajustes - explicou.
Para ele, só assim seria possível diluir o impacto do repasse ao consumidor das oscilações nos custos das distribuidoras com a compra de energia, que sofre, por exemplo, influência do dólar no caso da energia de Itaipu.
Hubner cita a AES Eletropaulo (distribuidora na Região Metropolitana de São Paulo) para pontuar a questão. A distribuidora irá elevar sua tarifa em 12% em 2009, sendo que 5% reflete apenas o aumento de custo da energia comprada de Itaipu.
- Esse ano, a economia está ruim no mundo inteiro com a crise econômica, nossos índices de inflação estão próximos a zero e temos reajuste de tarifa de energia acima de 10%. Não tem sentido econômico. Temos que procurar formas para diminuir isso.
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