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24/06/2009 - 21:06

ONU quer coordenar fim da crise



PARA PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA, MEDIDAS NÃO PODEM SE RESTRINGIR A SALVAR SISTEMA FINANCEIRO

Críticas à comunidade financeira internacional dominaram o discurso do presidente da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Miguel d"Escoto, na abertura da conferência sobre a crise mundial: "Não é humano nem responsável construir uma Arca de Noé que salve o sistema financeiro, deixando a humanidade por si só sofrendo consequências de sistema imposto por uma minoria irresponsável, mas poderosa", criticou.

Na sede da ONU, em Nova York, d"Escoto, que também preside a conferência, reiterou que os países deveriam juntar esforços por meio do "G192", ou seja, pela própria ONU.

Padre d"Escoto, como é conhecido por ser padre da Igreja Católica, disse ser preciso reconhecer que a "crise atual resulta de egoísmo e de uma forma de vida irresponsável":

"Devemos juntar esforços para evitar que (a crise) se transforme em tragédia humanitária, e os humanos acabem como os dinossauros."

D"Escoto disse ainda que a situação atual não é de "tragédia, mas de crise". Crise, disse, "pode purificar e nos deixar mais maduros e (nos fazer) encontrar formas de superar nossos problemas".

A crise, continuou, "não é o mesmo que uma pessoa no leito de morte, mas é da dor do nascimento. Agora devemos trabalhar com o capital espiritual, que é infinito, pois nossa capacidade para amar é infinita".

O presidente da Assembléia Geral da ONU avalia que falta sensibilidade social no mundo. Segundo d"Escoto, ganância e egoísmo não podem ser corrigidos, têm de ser substituídos por solidariedade.

Ele destaca que o mundo precisa de uma ética global, por meio do que chama de novo paradigma social, comparado à regulação "da Mãe Natureza, da qual emerge a raça humana".

"Somos todos crianças da Terra. Como Evo Morales (presidente da Bolívia) nos lembrou, a Terra pode viver sem nós, mas nós não podemos viver sem ela", disse. Página 3



 

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