20/05/2009 - 14:05

Ministro deu bronca na juventude e anunciou consulta pública (Foto: Antonio Cruz/ABr)
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, abriu o 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) em Brasília, nesta terça-feira, com um comentário inusitado, para defendero setor de rádio e TV:
- Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão. O setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está... - provocou.
Costa também informou que decidiu abrir uma consulta pública para discutir o padrão digital de rádio que será adotado no Brasil. A consulta, segundo ele, terá 180 dias para concluir os estudos.
De acordo com ele, os detentores do padrão europeu DRM informaram que estão dispostos a fazer teses desse sistema no País. Algumas emissoras brasileiras de rádio testaram no ano passado o sistema usado nos EUA e, na ocasião, se mostraram favoráveis a sua utilização.
Em discurso durante o Congresso, Hélio Costa disse que é necessária uma definição ainda em 2009 sobre o padrão de rádio digital que será adotado no Brasil.
- Se não tivermos uma decisão sobre o rádio digital este ano, estaremos levando as rádios a uma situação de insolvência - afirmou.
Inclusão da internet como serviço de comunicação audiovisual agradou à Abert!
A inclusão da internet como "Serviço de Comunicação Audiovisual Eletrônica por Assinatura" no Projeto de Lei 29 foi elogiada por Daniel Pimentel Slaviero, presidente da Abert.
Para ele, foi um avanço porque a comunicação passará pela internet. Ele destacou o IPTV (protocolo de TV por internet), além do rádio.
Segundo Slaviero, outro ponto importante para o setor foi a manutenção do limite a participação ao capital estrangeiro para a produção de conteúdo. Na radiodifusão, a participação máxima de estrangeiros é de 30% e este percertual foi estendido para a produção de conteúdo no novo serviço.
- Defendemos que o conteúdo brasileiro seja focado para brasileiros. Tem que ter as mesmas regras e as mesmas restrições que nós da TV aberta - afirmou ele.
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