14/05/2009 - 20:05
Prestadores de serviços e produtores de bens essenciais fazem parte de um grupo econômico que ainda não sentiu os efeitos da crise. Dentro desse segmento encontra-se a indústria brasileira médico-hospitalar e odontológica. O setor registrou um faturamento de US$ 4 bilhões em 2008, representando crescimento de quase 5% em relação a 2007.
Apesar da crise econômica mundial, a cadeia mantém o ritmo dos negócios neste primeiro semestre de 2009. Os dados foram anunciados pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), Franco Pallamolla. Segundo o dirigente, os níveis de demanda das esferas pública e privada continuam altos, principalmente nos hospitais. "O setor, portanto, sustenta seu ritmo e ainda conta com a injeção de novos investimentos estrangeiros na produção do país", afirma.
Um dos reflexos da crise foi a alta do dólar. No entanto, a cotação da moeda não teve impacto negativo para o setor. A valorização do câmbio tem favorecido as empresas exportadoras. Em contrapartida, os importadores de insumos e equipamentos sentiram o encarecimento dos produtos.
"Com o acirramento da crise, esse repasse no valor final dos produtos tende a pressionar as relações entre fornecedores, hospitais e operadoras", explica Pallamolla. A queda da arrecadação tributária também poderá impactar na indústria médico-hospitalar e odontológica.
"A crise deverá caminhar do interior para os grandes centros. Sem recursos, muitos municípios são obrigados a reverem seus orçamentos, o que, com certeza, atingirá a saúde pública", prevê o presidente da Abimo.
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