Entre em contato com o
Escreva no formulário abaixo sua mensagem
17/12/2008 - 15:12
Bastava uma cervejaria brasileira começar a conquistar fatias de mercado para que se tornasse alvo de investigação da Polícia Federal. Quase todas sofreram devassa nas suas contas, com exceção da AmBev. Como a justiça tarda, mas não falha, agora a Companhia de Bebidas das Américas, maior cervejaria do Brasil e com quase 70% do mercado nacional, passou a ser investigada pelo Ministério da Justiça por suspeita de prática de condutas anticompetitivas.
A Secretaria de Direito Econômico (SDE), através do Departamento de Proteção e Defesa Econômica, instaurou esta semana dois processos administrativos contra a empresa, com base em representação recebida da cervejaria Kaiser, para investigar os acordos de exclusividade de vendas firmados com varejistas, a política de refrigeração adotada pela empresa junto aos bares e restaurantes e as práticas utilizadas quando do lançamento da Sol no Brasil pela Kaiser.
No primeiro caso, a SDE investiga se os acordos de exclusividade de vendas firmados com varejistas impedem ou limitam a entrada das marcas concorrentes nos pontos de vendas, em possível prejuízo à livre concorrência. E também averigua se a política de refrigeração da AmBev, caracterizada pelo oferecimento de freezers aos pontos de vendas, mas que devem ser utilizados para acondicionar somente produtos das marcas Antarctica, Brahma e Skol, prejudica ou limita a entrada das rivais.
O outro processo administrativo investiga o lançamento das cervejas Puerto Del Sol e Puerto Del Mar pela AmBev, na mesma época da introdução da Sol no mercado brasileiro. Elas possuíam elementos distintivos de marca e de publicidade bastante semelhantes aos da Sol, já presente em outros países. O objetivo é descobrir se essas marcas foram lançadas com o intuito de confundir o consumidor e de prejudicar a entrada de um concorrente da AmBev no mercado, em possível prejuízo à concorrência e ao consumidor. Além disso, as quantidades de compra de cerveja exigidas do varejista para fazer jus aos refrigeradores não são lineares, com possíveis efeitos anticompetitivos.
Estudo econômico do consultor Jorge Fagundes, utilizando-se de dados da pesquisa realizada pelo Instituto Ibope sobre a política de refrigeração da AmBev, conclui que "ao manipular o volume exigido, os revendedores da Ambev bloqueiam estrategicamente a entrada de concorrentes no estabelecimento, tanto quanto necessário para garantir a presença exclusiva ou com no máximo um concorrente no ponto de venda, distorcendo assim a decisão final do consumidor em seu favor".
Unibanco compra totalidade da Bancred
O Banco Cruzeiro do Sul vendeu da totalidade de sua participação acionária na Bancred S/A Crédito Financiamento e Investimento ao Unibanco S/A. Essa transação não altera o relacionamento entre as duas instituições nas diversas linhas de negócio, inclusive no que se refere a futuras cessões de crédito de ativos.
Pine dispensa formador de mercado
O Banco Pine dispensou a corretora do Credit Suisse das funções de formador de mercado. Como fez a notificação no dia 12 de dezembro, o formador prestará serviços até o dia 11 de janeiro do próximo ano. A Bovespa divulga as normas, mas não fornece o custo para a contratação do formador de mercado. Como tem sido grande o número de empresas que está abandonando esse tipo de serviço, fica a dúvida: a) as empresas querem economizar? ou b) a fraqueza do mercado é tão grande que a figura do formador se tornou descartável?
Eucatex também economiza?
A Eucatex, empresa em recuperação judicial, rescindiu o contrato com a Ágora Corretora, referente a prestação de serviços de formador de mercado.
NPriori
Todos os direitos reservados ao Jornal Monitor Mercantil.
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuido sem prévia autoriização.