Há mais de 40 anos - Monitor Mercantil

FATOS & COMENTÁRIOS

Há mais de 40 anos

16/04/2014 - 20:25:38

A Associação de Funcionários do Ipea/Afipea Sindical publicou nota de repúdio à postura da mídia em diversas reportagens após o Ipea ter admitido erro na pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres”, divulgada em 27 de março de 2014. Segundo a nota, o Ipea foi acusado de ter deslocado o seu foco dos assuntos econômicos, passando a lidar com a problemática social, mas tem competência para fazê-lo.

“Ora, o Ipea trata das questões sociais desde meados dos anos 1960. Quando de sua formalização pelo Decreto-Lei 200, de 25 de fevereiro de 1967, passou a ser denominado Instituto de Pesquisa Econômico-Social Aplicada. O Decreto 64.016, de 22 de janeiro de 1969, reconhecendo a natureza das atividades que então empreendia, intitulou o Ipea de Instituto de Planejamento Econômico e Social”, lembra a Afipea Sindical.



Correções

“Se sabe mais sobre a cobertura da mídia global sobre um assunto quando algumas das notícias mais importantes aparecem sob a forma de correções. Em 26 de fevereiro, The New York Times corrigiu uma afirmação falsa de uma reportagem em que, incorretamente, se referira a Globovision como ‘(a) única estação de televisão que transmitia regularmente vozes críticas do governo’. Isso era falso, e foi fácil mostrar que outras grandes redes de televisão transmitem regularmente pontos de vista da oposição.” A crítica é do economista estadunidense Mark Weisbrot, colunista e co-diretor do Centro para Pesquisas Econômicas e de Políticas Públicas (Center for Economic and Policy Research – CEPR), em Washington, ao analisar a cobertura internacional sobre a crise na Venezuela.



Mais de 30

Weisbrot acrescenta que, um mês depois, em 26 de março, o mesmo NYT retificou outra declaração falsa ainda mais importante, depois de reproduzir uma postagem do dirigente do partido Vontade Popular Leopoldo López, preso sob acusação de incitar à violência. O analista recorda que López escrevera que “mais de 30” manifestantes tinham sido mortos na Venezuela nos protestos recentes.

“Na verdade, o ‘mais de 30’, número citado por López, inclui todas as mortes relacionadas a protestos, uma fração dos quais parece ser de manifestantes. Embora não tenha sido mencionado na cobertura da grande mídia, uma compilação de relatos da imprensa indicam que os próprios manifestantes – e não as forças de segurança – são responsáveis por cerca de metade das mortes. Estas incluem seis guardas nacionais que foram baleados, mais cinco pessoas aparentemente baleadas ao tentar remover barreiras erguidas por manifestantes, e sete pessoas mortas, aparentemente, por colidirem com as barreiras dos manifestantes (incluindo dois motociclistas degolados por fios amarrados em frente)”



Outra narrativa

O co-diretor do CEPR destaca que essa correção é “extremamente importante” porque, compreensivelmente, a maioria das pessoas que acompanham as notícias sobre o número de mortes por dia nos protestos na Venezuela tendem a pensar todas mortes foram obra de agentes do Estado:

“Embora os repórteres não tenham a intenção de enganar, podemos ver o efeito desse relato em que o próprio López, e quem editou, colocou ou forneceu outro tipo informação ao público, que foi enganado. O resultado líquido dessa falsa impressão generalizada é fortalecer significativamente a estratégia da oposição, apoiada por muitos políticos e especialistas dos Estados Unidos em retratar a Venezuela como um governo violento, repressivo e ilegítimo”, critica.



Arte chinesa

Até 18 de maio, estará em São Paulo a mostra de arte contemporânea ChinaArteBrasil, na Oca, no Parque Ibirapuera. A exposição, com patrocínio do Matsubara Hotel, reúne 110 obras de 62 artistas chineses, incluindo nomes importantes no cenário internacional, como Ai Weiwei, Luo Brothers, Ma Liuming e Miao Xiaochum.



PPP

Segundo o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, a Olimpíada é “basicamente um evento privado”. Faltou acrescentar evento privado à brasileira: contribuinte, via Estado, banca a conta, e setor privado faz o gol.



Legados

Deve ser por isso, que o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), defendeu que as Olimpíadas deveriam ser realizadas de dois em dois anos, em vez de quatro, “só pelo legado que deixam”. Para quem?

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