Produção de petróleo da Petrobras cresce 3,7% - Monitor Mercantil

EMPRESAS

Produção de petróleo da Petrobras cresce 3,7%

25/10/2013 - 11:51:31

A produção de petróleo (óleo mais líquido de gás natural - LGN) de todos os campos da Petrobras no Brasil atingiu a média de 1 milhão 979 mil barris por dia (bpd) em setembro. Esse volume é 3,7% maior que a média produzida no mês anterior (1 milhão 908 mil bpd). Incluída a parcela operada pela Petrobras com empresas parceiras, o volume total produzido em setembro foi de 2 milhões 44 mil bpd, 3,7% acima da produção de agosto.

Esse resultado positivo deve-se à entrada em operação de novos poços nas plataformas FPSO Cidade de Itajaí (Bacia de Santos), P-53 e P-54 (Bacia de Campos) e FPSO Piranema (Bacia de Sergipe). Seguindo o cronograma, no mês de setembro houve a conclusão das paradas programadas para manutenção das plataformas P-26 e P-35, ambas no ativo de Marlim e as atividades programadas para a parada da plataforma P-51, no ativo de Marlim Sul e a UPGN2 no ativo de Urucu, na UO-AM.

O destaque do mês foi o recorde mensal produzido nas áreas do pré-sal, que chegou a 326,8 mil barris/dia. No dia 2 de setembro foi batido, também, o recorde diário na produção do pré-sal, com 337,3 mil barris/dia. Esses volumes referem-se à produção total operada pela Petrobras nessas áreas, incluída a parte dos seus parceiros.

A produção total da Petrobras no Brasil, em setembro, incluídos petróleo e gás natural, atingiu a média de 2 milhões 368 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), volume 3,2% acima do produzido em agosto.

Estão sendo concluídos os trabalhos de interligação do primeiro poço produtor da plataforma P-63, primeira unidade de produção instalada no campo de Papa-Terra. Além disso, as obras da plataforma P-55 também foram concluídas. A unidade foi rebocada para a locação definitiva. Ela chegou ao campo de Roncador no último dia 22 de outubro, onde está sendo realizado o trabalho de ancoragem.

Somado à produção da empresa no exterior, o volume total de petróleo mais gás natural atingiu, em setembro, a média de 2 milhões 577 mil boe/d, 3% acima da produção total de agosto.

A produção de gás natural dos campos da companhia no Brasil, em setembro, foi de 61 milhões e 800 mil metros cúbicos por dia. A produção total de gás, incluída a parte operada pela empresa para seus parceiros, foi de 69 milhões e 200 mil metros cúbicos por dia, mantendo, aproximadamente, os mesmos níveis dos volumes produzidos em agosto. Em setembro, também, a Petrobras bateu novo recorde mensal de aproveitamento do gás associado ao petróleo produzido em seus campos no Brasil: 94,36%, contra 94,01% do recorde anterior, registrado em julho.

A extração total de petróleo e gás natural no exterior, em setembro, foi de 209.433 boe/d, correspondendo a um aumento de 1,8% em relação ao mês de agosto, devido ao ajuste na contabilização da produção de óleo do Campo de Akpo, na Nigéria.

Desse total, a produção de gás natural chegou a 15 milhões 710 mil metros cúbicos/dia, 0,8% abaixo do volume produzido no mês anterior, em decorrência do declínio natural do Campo de Santa Cruz I, na Argentina.

A produção de petróleo, no exterior, foi de 116.964 barris diários, 4% acima, na comparação com o mês de agosto, conseqüência do ajuste na contabilização da produção de óleo do Campo de Akpo, na Nigéria.

A produção total informada à ANP foi de 9.217.571,08 m³ de óleo e 2.180.711,52 mil m³ de gás em setembro de 2013. Esta produção corresponde à produção total das concessões em que a Petrobras atua como operadora. Não estão incluídos os volumes do Xisto, LGN e produção de parceiros onde a Petrobras não é operadora.


Pedro Simon critica leilão de Libra

Em discurso nesta quinta-feira no Senado, no qual analisou as privatizações no Brasil, a começar pela venda da Vale do Rio Doce, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) criticou o leilão do petróleo de Libra, a maior reserva do pré-sal do mundo. Simon também destacou a responsabilidade do Congresso Nacional, que não debateu como deveria e “não se impõe, como poder da República, diante da agenda do Executivo”.

Na avaliação do senador, as privatizações continuaram nos governos Lula e Dilma Rousseff, mediante concessões de estradas, portos e aeroportos. E, agora, chegam ao auge com o leilão de Libra, avaliado em R$ 1,5 trilhão, numa estimativa conservadora. O negócio bilionário, que representou uma afronta à soberania nacional e ao patrimônio público, é objeto de ações na justiça e está sendo criticado por especialistas. Entre eles, o ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, e a Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet).

Conforme Simon, Dilma foi enfática na campanha eleitoral, ao garantir que seria um crime privatizar o Pré-sal, “o nosso passaporte para o futuro”. O senador destaca, ainda, a falta de critério na escolha das empresas participantes do consórcio vencedor do leilão.

- Os dirigentes da China National Petroleum Corporation (CNPC), a maior estatal de petróleo chinesa e participante do consórcio, foram presos por corrupção - desabafou.


Empresários otimistas sobre Bacia Pernambuco-Paraíba

A perspectiva de se encontrar petróleo na bacia Pernambuco-Paraíba foi o grande destaque do primeiro dia do Pernambuco Petroleum Business, que teve início na última quarta-feira, no Centro de Convenções, em Olinda, e segue até sexta-feira. A questão foi levantada pela Petra Energia e injetou otimismo entre os empresários e técnicos presentes no encontro.

- Se a Petrobras antecipar o cronograma para hoje, começamos a perfurar amanhã - disse o diretor-técnico da Petra Energia, Lino Texeira.

A afirmação do executivo foi baseada em informações recentes sobre a área.

- Em 1982, a Petrobras, com dados da época, admitiu a existência de uma bacia estreita na região de Pernambuco, pouco profunda e sem a existência de petróleo. Por volta de 1997, novos estudos indicavam uma profundidade maior, mas sem conclusões sobre a presença de sal. Isso só aconteceu este ano com blocos de sal já identificados - detalhou. 

Otimismo à parte, o cronograma da Petra está lastreado em novos estudos técnicos e muita coleta e análise de dados, que será uma constante ao longo do contrato. Só essa fase deve consumir até quatro anos de trabalho. A previsão é que até 2015 a Petra conclua os estudos geológicos da área. As análises das informações coletadas serão processadas até 2017. A perfuração propriamente dita só deverá acontecer em 2019. 

A empresa tem um contrato assinado com a Petrobras, firmado em agosto, para explorar a bacia. Na 11ª Rodada de Licitações da ANP, a Petra arrematou quatro blocos de petróleo na Bacia Pernambuco-Paraíba, juntamente com a Niko Resources e a Queiroz Galvão. 

Além das novas perspectivas para exploração de petróleo em Pernambuco, o painel também abordou outros temas como a formação e qualificação do mercado local. Marcelo Amaral, diretor da Schlumberger, ressaltou que “a companhia vai dar prioridade aos fornecedores locais. Temos um catálogo interno e priorizamos aquelas empresas no raio de atuação da nossa operação”, ressaltou.

- Montamos nossas estruturas em pontos estratégicos para estarmos ao mesmo tempo próximos dos operadores e dos fornecedores.

Já Paulo Buarque, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), destacou o papel da instituição e os projetos que ela elabora, em especial o Programa Plataformas Tecnológicas para a indústria de petróleo e gás (Platec). O programa busca identificar fornecedores nacionais com potencial para a nacionalização de bens e serviços atualmente importados.

- Um diferencial importante é que sempre trabalhamos a partir de uma demanda específica. Assim, as chances de sucesso entre as partes envolvidas são bem maiores - explicou Paulo.

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