Meu pirão primeiro - Monitor Mercantil

FATOS

Meu pirão primeiro

06/05/2013 - 21:03:58

Portugal se afunda na crise, mas os bancos não perdem a oportunidade de ganhar mais dinheiro. O crédito imobiliário foi sensivelmente reduzido, e para compensar a banca deixou o crédito bem mais caro. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que nos financiamentos contraídos nos últimos três meses, com valor médio de 70.489 euros, a mensalidade fica na casa dos 294 euros. Os valores médios anteriores eram ligeiramente mais baixos (créditos de 69.189 euros, com prestações de 277 euros). Vistos assim, estes números escondem que os spreads cobrados pelos bancos portugueses estão tendo peso cada vez maior na prestação dos empréstimos habitacionais.

Mais que o dobro

O problema reside na repartição entre amortização e juros. Enquanto dos 277 euros da prestação, 82 euros iam, em março, para arcar com os juros, nos financiamentos mais recentes, o valor é 100 euros superior, chegando a 182 euros. Ou seja, o peso dos juros no total da mensalidade dos créditos mais recentes é de 61,9%, mais do que o dobro do verificado, em média, no total de créditos à habitação (29,6%).

Fugir das tentações

O presidente Nicolas Maduro tem de "fugir das tentações liberais para equilibrar a economia". O conselho é o do economista estadunidense Mark Weisbrot, co-diretor do Center for Economic and Policy Research, em Washington e presidente do Just Foreign Policy: "Sem isso pode existir uma recessão. Além de manter o crescimento, ele tem de estabilizar a taxa de câmbio e reduzir a inflação. Combinar crescimento e inflação controlada é possível, o próprio governo demonstrou isso até o final de 2012. (Hugo) Chávez conseguiu dinamizar a economia sem deixar a inflação e a escassez de produtos sair do controle. Até a desvalorização de 2010 foi bem absorvida pela economia, enquanto os críticos asseguravam que ia provocar uma explosão da inflação, o que não aconteceu", observou Weisbrot, em entrevista ao site Opera Mundi.

Controle de capitais

O especialista, que participou do debate sobre a Venezuela pós-Chávez, promovido no Rio de Janeiro, no último dia 30, pelo Centro Internacional Celso Furtado de Políticas Públicas, salientou que Maduro tem várias ferramentas à mão para realizar as mudanças necessárias: "Algumas soluções passam pelo controle de capitais, por exemplo, que é bastante fácil no caso da Venezuela, já que 96% das exportações são de petróleo e transitam pelo governo. Outra opção é escolher a hora de autorizar dólares para as importações, para evitar a escassez, mal vista pela população e que pode até frear alguns setores da economia. Talvez fosse interessante aumentar os juros, impedindo a fuga de capitais", defende.

Backup

Com o aumento das vendas de smartphones, alunos de universidades cariocas passaram a adotar uma nova tática para reduzir suas perdas de patrimônio. Para evitar terem seus aparelhos furtados, muitos vão para as aulas levando modelos de celulares mais simples.

Prudencial

A atitude dos jovens, na verdade, é versão high tech de um antigo conselho do sambista Wilson Batista, que sempre alertava os amigos para separarem algum trocado na carteira para o ladrão.

Aquecendo o inverno

Líder na comercialização de espumantes no mercado nacional, a Vinícola Salton vai apresentar seis novidades na maior feira supermercadista do mundo, a da Associação Paulista de Supermercados (Apas 2013), realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, que começou segunda-feira e termina quinta-feira. Entre elas, o Salton Classic Trivarietal Tinto Suave, com as uvas cabernet franc, merlot e ancelotta, e o Salton Classic Trivarietal Tinto Seco, com as uvas cabernet franc, malbec e tannat, ambos da safra 2012. Diretor de vendas da vinícola. Cleber Slaifer, que projeta aumento de 15% a 20% da linha clássica, conta que, com a aproximação do inverno, "a grande aposta" da empresa, é o vinho tinto suave.

Ladeira abaixo

Além das quedas seguidas da indústria de transformação, o comércio varejista na Europa também vai ladeira abaixo: em março, as vendas caíram 2,4% nos países da Zona do Euro, em relação ao mesmo mês do ano passado.

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